Curso "eu não sei os limites da minha voz"
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Inscrições até 27 de Setembro
Calendário:
Outubro - dia 7, 14, 21 e 28
Novembro - dia 4, 18 e 25
Dezembro - dia 2, 9 e 16
Horário:
Quarta-feira | 18-20h
Local:
Cassefaz - R. da Academia das Ciências 24C, 1200-004 Lisboa
“eu não sei os limites da minha voz”
Puçanga tem investigado sobre os não-limites da voz. Este curso é um espaço coletivo de trabalho, análise e experimentação da voz, num universo acústico (vertente 1), e amplificado com microfone (vertente 2). A primeira vertente trata-se de um observatório prático para desenvolver, em grupo, uma relação mais íntima com a voz acappellaatravés de exercícios de escuta, observação corporal, técnicas vocais convencionais e não convencionais, experimentação coletiva e individual, criação de arranjos corais guiados ou com um carácter experimental. Na segunda vertente, o corpo-voz responde a impulsos elétricos e eletrónicos, trabalhando com microfone com filtros, loopstation, pedais de efeitos e microfones de contacto.
Programa
Vertente 1:
- Consciência corporal desde a observação, toque, respiração e escuta;
- Meditações sónicas e exercícios de escuta ativa;
- Técnicas convencionais e não convencionais de aquecimento, composição e improvisação;
- Análise e improvisação a partir de referências, músicas e frases trazidas por Puçanga e/ou pessoas participantes;
- Análise e experimentação de sonoridades escondidas da voz;
- Criação de partituras imaginárias livres;
- Canto polifónico e contraponto;
- Improvisações coletivas e individuais.
Vertente 2:
- A voz com efeitos e filtros;
- Melodias com a voz sugeridas pela eletrónica;
- Criação de microfones de contacto, para amplificação da voz e objetos;
- Experimentação eletrónica com a voz;
- Improvisações coletivas e individuais.
A professora
Vera Marques trabalha com música, multimédia e projetos culturais e educativos.
Licenciada em Cinema na ULHT (Lisboa) e Mestre em Teoria, Estética e Memória na Université Paris 8 e na Universidad de Buenos Aires - Filosofia y Letras. Em Buenos Aires, integrou o Curso de Composição Musical com Ricardo Cappellano no Conservatório Manuel de Falla. A Argentina transformou-a profundamente pela sua força popular e sua noção de memória histórica.
Na música, Puçanga é cantora, song-writer e produtora musical. Lançou o álbum Fazer da Trip Coração (2021) e o EP Impish (2022) e vários singles, nomeadamente o mais recente Maldigo. A palavra Puçanga significa feitiço ou remédio caseiro. Uma voz forte funde-se com os tons dark e bassy de um estilo de eletrónica experimental. Inspirada no folclore e em canções de resistência, a sua música explora questões de justiça social, feminismo e a eletricidade das emoções. Tocou em diversas salas em Portugal, Alemanha, Espanha e França. Co-fundou Vozes Itinerantes, uma plataforma de investigação sobre a potência afetiva e política da voz.
Na educação, criou projetos culturais e educativos sobre memória histórica, antifascismo, direitos humanos. Nomeadamente, Histórias Invisíveis, ligando as artes e os Direitos Humanos; StoriesThatMatter, trabalhando o storytelling com crianças; Gestos Que Lembram Abril, um coro com alunos ouvintes e surdos de músicas de protesto e resistência ao fascismo português.

